Emprego estabiliza, mas com perdas

O mercado formal de trabalho brasileiro em fevereiro apresentou relativa estabilidade, registrando um declínio de 0,01% em relação ao estoque do mês anterior, com redução de 2.415 postos de trabalhos formais, informou nesta quarta-feira em Brasília o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias durante divulgação dos dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativo ao mês de fevereiro. Para o ministro, mesmo com o declínio, o resultado pode ser considerado satisfatório, pois com a redução registrada em janeiro a expectativa era que o mês de fevereiro fosse pior. “Fevereiro foi bom, na expectativa de que estabilizou, pois janeiro dizia que seria muito pior. Vamos aguardar o 1º semestre do ano para termos uma expectativa de como será o comportamento do emprego no ano”, avaliou.
Dias afirmou durante a coletiva a aplicação de R$ 56.5 bilhões do FGTS em obras, na construção de 545 mil novas unidades habitacionais em 2015. “Tal investimento tem a possibilidade de gerar mais de 2.5 milhões de empregos no ano”, anunciou o ministro, ressaltando que até o mês corrente, “já foram aplicados R$ 8.7 bilhões no setor da construção civil, que possibilitam a geração de 285 mil novos postos de trabalho no setor. “O governo está promovendo mudanças e adequando políticas que vão alavancar a geração de postos de trabalho. Alguns setores da economia já estão reagindo - como o setor de serviços - e acredito numa melhoria durante o correr do ano”, avaliou.
Os principais setores responsáveis pela queda do emprego no mês fevereiro foram o Comércio, com perda de 30.354 postos (– 0,33%) e a Construção Civil com perda de 25.823 postos de trabalho (– 0,85%), porém, o setor de Serviços respondeu pela geração 52.261 postos ou aumento de 0,30%, ante uma queda de 7.141 postos registrada em janeiro.
Entre os estados, Santa Catarina foi o grande gerador de empregos no mês (12.108 novas vagas), porém as grandes perdas ocorreram no Rio de Janeiro e Pernambuco devido, particularmente, à queda expressiva do Comércio (-6.010 postos) e da Construção Civil (-4.043 postos), no caso do Rio de Janeiro, e da Indústria de Produtos Alimentícios (-5.371 postos) e Construção Civil (-3.040 postos) em Pernambuco. No acumulado do ano, os dados do Cadastro demonstra queda de 80.732 postos de trabalho (-0,20%), e, nos últimos doze meses, ocorreu a redução de 47.228 empregos (-0,11%).

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